UM HOMEM, UMA GRAVATA, TODA UMA APARÊNCIA JULGADA POR UM POUCO DE PANO
Esta é uma história verídica que me foi contada por um amigo.
Um dia o meu amigo , o Henrique, foi dar uma ajudinha ao seu primo na sua oficina de automóveis.
Vestiu o fato macaco e pôs mãos-á-obra.
Numa pausa do trabalho conseguiu dar um saltinho a uma loja em Lisboa que vendia gravatas.
Precisava de uma dado que a única que tinha já se encontrava em mau estado e no dia seguinte tinha um almoço importante de negócios.
A loja era conceituada e qualidade das gravatas, indiscutível.
E o meu amigo Henrique lá entrou, com o fato-macaco vestido. Começou a ver a gravata que lhe tinha chamado á atenção na montra e que há muito tempo andava a namoriscar. Era cara , uma das mais caras peças em toda a loja.
A primeira coisa que a dona da loja lhe disse foi : ESSA GRAVATA CUSTA XX CONTOS, TEM AQUI ESTAS MAIS EM CONTA.
Nesse dia quando saiu da loja , não tinha comprado nenhuma gravata , porém este episodio tinha marcado Henrique e foi para casa a pensar no assunto. Ficou um pouco espantado com o facto de a dona da loja pensar que ele não teria dinheiro para comprar a gravata mais cara , pelo simples facto de estar com um fato-macaco.
No outro dia era o tal almoço de negócios. Foi dos primeiros clientes do dia. A pessoa que o atendeu era exactamente a mesma. A única coisa que mudou foi a maneira como Henrique ia vestido . Estava com o seu melhor fato, blazer, bastante aprumado, só lhe faltava a gravata.
Quando entrou na loja , a mesma senhora que no dia anterior lhe tinha dito para ver uma gravata mais em conta disse lhe para escolher a que ele queria ou seja a mais cara .
Até a maneira de atender foi diferente . No primeiro dia tinha sido do género : escolhe ai qualquer coisa . No segundo dia foi : sim senhor acho que lhe fica lindamente , muito obrigado pela preferência , volte sempre.
No meio disto tudo, a senhora da loja não se tinha apercebido de que o homem com o fato de macaco do dia anterior e o homem de fato bem aprumado eram o mesmo , o meu amigo Henrique. Estava portanto na altura de esclarecer a situação . Henrique virou-se para a empregada da loja explicou-lhe tudo e disse : ESPERO QUE APRENDA EM NÃO JULGAR AS PESSOAS DE MANEIRA DIFERENTE SÓ POR AQUILO QUE VESTEM.
A dona da loja pediu imensas desculpas mas aprendeu algo que concerteza nunca se esqueceu para o resto da sua vida.
Qual a diferença entre uma pessoa boa que veste roupa de marca e uma pessoa boa que veste roupa da feira ou em segunda mão ? APENAS O LOCAL ONDE SE COMPRA A ROUPA . O ESSENCIAL ESTÁ NO CORAÇÃO
Qual a diferença entre uma pessoa boa que vive numa casa de 5 assoalhadas e uma pessoa boa que vive nos becos da cidade de Lisboa sujeitando-se ao frio e a situações de extremo perigo ? APENAS O LOCAL ONDE REPOUSA O CORPO EM BUSCA DE NOVOS MÉTODOS PARA FAZER BEM AOS OUTROS.
E poderia continuar estas perguntas all day long as conclusões temos nós de as tirar e tal como o meu amigo Henrique fez tentar corrigir aqueles que estão mal.
Lembrem-se que esperto não é quem nunca erra . Mas sim quem aprende com os erros dos outros .
Um Abraço e Beijo deste vosso pensador . Até breve
bom início Ricardo. é triste mas é um facto: vivemos de aparências e somos extramemente preconceituosos. é preciso um murro na mesa ou palavras/atitiudes que funcionem como murros na barriga, como foi o caso.
ResponderEliminarbeijinhos e continua. força :)*
Muito bom mesmo... É pena, realmente, as pessoas julgarem os outros pelas aparências que, por vezes, enganam e muito. Continua. Bjs
ResponderEliminarObrigado pelas vossas queridas palavras . Um beijinho para vocÊs
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